Sei que falei muitas coisas sem pensar e dentre elas disse que as portas estariam abertas, mas a cada dia que passa, sinto que elas estão se fechando. Porém, ao mesmo tempo elas estão se abrindo para alguém novo.
Li em um blog um texto do Drummond que dizia: “nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram”. Decidi não sofrer mais com certas coisas nem com certas pessoas.
Estou conhecendo uma pessoa nova e que com pouco tempo de conversa já senti um frio na barriga como não sentia há muito tempo. Apesar de não ter acontecido nada, nunca me senti tão viva e feliz.
Ainda não o conheço por inteiro e estou curtindo ir descobrindo aos poucos. Mas já percebi algumas virtudes como sua coragem, força, simpatia e seu jeito positivo de ver as coisas. Não pensei que encontraria esse tipo de característica assim, de primeira. Mas aconteceu e foi muito bom, me diverti e conversamos sobre muitas coisas sobre nós mesmos.
Percebi que existe felicidade e que para se alcançá-la, não precisamos de mais ninguém.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
buraco negro
Nunca pensei que fosse viver tudo isso que estou passando. Não sei o que esperar, não sei o que dizer, não entendo o que aconteceu. Não há explicação. Um buraco se abriu no chão e me engoliu, me levando para o lugar mais fundo do inferno.
Algo que me consumiu, como se me matasse lentamente por dentro. Numa dor insuportável de perder alguém (que amo muito). Minha mente me engana colocando um prazo para se decidir, para escolher o caminho a seguir, um dia. Mas não tenho certeza da resposta ou do dia ou do caminho. Será que estou me iludindo? Se estiver saberei quando decidir pelo meu destino. Não terá volta, tenho certeza, mas será um alívio.
Existia amor? O sorriso era sincero? Porque não estaria feliz, se semanas antes sorria comigo? Estou confusa, perdida, morta.
Algo que me consumiu, como se me matasse lentamente por dentro. Numa dor insuportável de perder alguém (que amo muito). Minha mente me engana colocando um prazo para se decidir, para escolher o caminho a seguir, um dia. Mas não tenho certeza da resposta ou do dia ou do caminho. Será que estou me iludindo? Se estiver saberei quando decidir pelo meu destino. Não terá volta, tenho certeza, mas será um alívio.
Existia amor? O sorriso era sincero? Porque não estaria feliz, se semanas antes sorria comigo? Estou confusa, perdida, morta.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
terremoto
Nossa mente muitas vezes nos prega peças e geralmente não são engraçadas. Às vezes dizemos coisas crentes de que estamos no controle de tudo, mas de repente, mesmo se achando o ser mais convicto do mundo ela se vira contra nós e nos incomoda com seus pensamentos altamente destrutivos.
A gente se sente seguro até o momento que nosso chão desaba. Não precisa ser por inteiro. Só de tremer já é o suficiente para que a mente nos bombardeie com idéias ilógicas e irreais.
O pior é quando essas idéias estão prestes a se realizar. Uma palavra, um tom de voz muda tudo. E ter alguém para conversar pode ser a melhor saída.
A gente se sente seguro até o momento que nosso chão desaba. Não precisa ser por inteiro. Só de tremer já é o suficiente para que a mente nos bombardeie com idéias ilógicas e irreais.
O pior é quando essas idéias estão prestes a se realizar. Uma palavra, um tom de voz muda tudo. E ter alguém para conversar pode ser a melhor saída.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Quando deixamos de ser crianças?
Não me recordo da última vez que brinquei de balão d'água, de queimada, ou de qualquer outra coisa que me fizesse rir. Não me lembro da última vez que me permiti correr sem me preocupar em perder peso, ou se alguém estava a me observar; a última vez que ri até perder o ar.
A verdade é que deixamos de ser crianças, mas quando isso acontece? Eu sinceramente não sei, e arrisco a dizer que não sentia falta de ser uma. Mas é claro que digo isso porque já não lembrava mais como era ser criança.
No entanto há sempre algo que nos faz ficar nostálgicos e tristes, porque nos faz perceber que não somos mais crianças, porque fomos engolidos pelo trabalho, pela busca pela beleza, pelo dinheiro, fomos engolidos pelo mundo adulto.
Não vou prometer a mim mesma ser mais criança de vez em quando, porque isso não funciona. Não adianta compensar o tempo perdido forçando uma lavagem cerebral para ser mais otimista, ou ser mais criança, sorrir mais, enfim, essas coisas que fazemos através de uma auto-cobrança.
Vamos pensar no amanhã. Quem sabe chove e podemos matar a saudade de tomar banho de chuva como fazia quando era criança...
A verdade é que deixamos de ser crianças, mas quando isso acontece? Eu sinceramente não sei, e arrisco a dizer que não sentia falta de ser uma. Mas é claro que digo isso porque já não lembrava mais como era ser criança.
No entanto há sempre algo que nos faz ficar nostálgicos e tristes, porque nos faz perceber que não somos mais crianças, porque fomos engolidos pelo trabalho, pela busca pela beleza, pelo dinheiro, fomos engolidos pelo mundo adulto.
Não vou prometer a mim mesma ser mais criança de vez em quando, porque isso não funciona. Não adianta compensar o tempo perdido forçando uma lavagem cerebral para ser mais otimista, ou ser mais criança, sorrir mais, enfim, essas coisas que fazemos através de uma auto-cobrança.
Vamos pensar no amanhã. Quem sabe chove e podemos matar a saudade de tomar banho de chuva como fazia quando era criança...
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