quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ponto final

O óbvio nem sempre é fácil de enxergar. Ontem precisava conversar e que bom que tinha com quem falar. Era a pessoa certa, na hora certa. Comigo as coisas têm que acontecer "na lata" como se diz por ai.

Algo que veio como uma luva, foi a pura verdade, que de certa forma ajudou a me libertar. Não tinha noção de que estava desse jeito e ontem me dei conta que eu não havia dado um ponto final dentro de mim em relação ao namoro.

É isso ai! Era eu quem via fotos nossas, lia e-mails antigos, relembrava viagens feitas, entrava no blog pra ler o que estava escrito, eu que chamava pra conversar no msn e no gmail. Era eu e só eu que corria atrás. E dentro de mim, a esperança permanecia viva, por mais que eu já tivesse escutado um não dele. Pois é, mulher é bicho besta. Talvez sejamos meio "sado".

Agora que já passei pelos dois pontos, exclamação, interrogação, reticências, está na hora de dar um ponto final. Até porque se ele já deu um ponto final dentro dele, de que adianta eu prolongar as reticências? Não, está na hora de encerrar.

O plano é sumir, bye bye, sem notícias, desaparecer... e idem para ele. Quanto mais longe melhor. Chega! Não vou mais procurar contato, não vou mais querer saber como está, não vou mais deixar que um fantasma faça parte da minha vida!

Não estou morta, estou viva, então vamos viver!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Não é fácil

Esses dias vêm sendo muito difíceis para mim. Prestes a completar 4 meses, continua sendo doloroso o processo de seguir em frente, de esquecer tudo. Sinto que fiz um muro bem alto à minha volta, onde nada nem ninguém pode entrar. É como um jardim belíssimo privado dos olhares.

Não é fácil, mesmo já tendo passado todo este tempo, mesmo tendo feito coisas diferentes, mesmo tendo feito novas amizades. Apesar disso, existe algo que ainda me impede de seguir em frente, principalmente no amor.

Não me sinto pronta e fico com medo de me fechar. Tenho medo de carregar essa dor e não sonhar mais. Estou cética e promessas e declarações não me convencem. Tenho medo de criar uma fortaleza ao meu redor e me enclausurar lá dentro.

domingo, 4 de abril de 2010

Cabeça oca

Domingo é dia de desenhar, pintar, esculpir...mas hoje não saiu nada! A síndrome do papel em branco me afligiu. Muitas vezes acordo com a imagem na cabeça, mas hoje acordei com a cabeça pesada da rinite, mas vazia..oca.

Só a tarde acordei com uma imagem na cabeça, de um sonho que tive, mas não é uma imagem muito bonita. Fazer o que.

Então, vamos catar um desenho antigo né. Este eu fiz em fevereiro, com tinta guache em papel Canson. Sem traços, só pincel. Acordei com a imagem na cabeça desse jeitinho.


sábado, 3 de abril de 2010

Racionalizando nossos sentimentos

Estou lendo um livro muito interessante que vem auxiliando na racionalização dos meus sentimentos. Já digo de antemão que muitas vezes é impossível fazer isso. Controlar nossas emoções é como segurar um rio inteiro com as mãos.

Estou no capítulo sobre nossos conflitos inconscientes, onde o autor fala sobre as leis secretas que existem dentro de nós, mas que não conhecemos. O resultado de descumprir uma dessas leis inconscientes é a autopunição. "Uma das coisas que se pode fazer por autopunição é destruir um relacionamento do qual a gente gosta e que acha que não merece" Paulo Gaudêncio.

Acredito que quando tornamos nossos conflitos inconscientes em conscientes, podemos mudar nossas escolhas, nosso destino. O problema é quando permanecemos encarcerados e somos julgados pelo juiz dentro de nós. Ai então a dor continua e não conseguimos ser livres.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O que acontece comigo?

Caramba! Não aguento mais isso. A idéia de que o mundo poderia acabar amanhã me parece um alívio! Ando sozinha, minha vida está caminhando, mas esta solidão me mata.

Pedi 2ª chance e fui crucificada por todos. Sofri de novo. Ainda sofro. E não consigo seguir em frente, mas sei que tenho que lidar com a minha própria irrealização.

Estou cansada de chorar pelos cantos, de estar desacreditada do amor, de lutar pelo nada, de ter dinheiro para o nada. Estou cansada.

Algumas coisas aliviam esses momentos, mas acontece que às vezes sinto vontade de permanecer nesta situação, neste sofrimento, nesta dor. Outras vezes sinto a força para lidar com isso dentro de mim, como uma bomba a explodir. Mas às vezes acho que eu ainda não acendi o pavil ( e talvez nem queira acender).

Setembro faço 25 anos. 25 anos...