terça-feira, 21 de maio de 2013

Pois é...

O desgaste de um período longo de ansiedade me exigiu férias urgentes! A conversa foi esclarecedora e decisiva, não haveria a possibilidade de algo sério daquela série de encontros. Foi dado um ponto final. Foi dado um basta!

Finalmente eu teria 30 dias de férias, longe dele e da ansiedade que me atormentava!

Havia planejado uma viagem com uma amiga para Cabo Frio naquele ano de 2011. A viagem estava programada para janeiro de 2012 e daria um novo gás na minha vida. Passei o início das minhas férias colocando ordem nas minhas coisas, resolvendo pendências, encontrando com amigos e despreocupada com o tempo.

Saí com uma amiga num sábado a noite, dia 17, pra tomar um chopp no Poizé da Asa Norte e conversar um pouco. Ela estava sofrendo e o assunto da noite foi relacionamento e seus conflitos. Já havia passado um tempo e meu coração estava mais leve e tentava mostrar a ela que depois da tempestade as coisas ficam boas, mas é difícil fazer as pessoas entenderem isso.

Minha fala foi: agora não quero mais saber de homem na minha vida! E geralmente quando falamos algo do tipo, o cuspe acaba caindo no meio da nossa testa!

E foi exatamente isso que aconteceu. Foi minha amiga que reparou no gatinho na mesa de sinuca olhando pra mim. Eu mais preocupada com a situação dela, que diga-se de passagem, não era nada boa, e ela reparando no cara que estava de olho em mim.

Claro que olhei pro tal gatinho e tive que admitir...era mesmo um gato! rs. Mas juro que não acreditei muito que dali sairia alguma coisa. Eu estava com os 10 dedos das mãos podres pra homem. Então, peguei ele me olhando de novo. E de novo, e de novo...

Ele estava acompanhado de mais um casal, que eu não sabia qual a relação entre eles, então pedia cautela. Os três jogavam sinuca e ele era muito sexy jogando. Estava lindo de camisa preta e calça jeans, tomando cerveja e me olhando! E eu tinha saído de casa sem me preocupar com a roupa, naqueles dias que queremos quebrar paradigmas e ser o do contra na sociedade. Mais uma vez: é nesses dias que as coisas acontecem...ai ai ai...

A troca de olhares continuou, mas minha amiga e eu decidimos ir dançar. Ficamos pouco na pista de dança, pois começaram a tocar funk e eu detesto funk. Voltamos à mesa e eu resmunguei algo do tipo..."funk é fim de festa".

Nisso, alguns amigos dela nos encontraram e se juntaram a nós na mesa. Ao todo, estávamos em seis pessoas e eu estava sentada bem no meio. Mas uma das meninas estava usando aqueles agradáveis colares cervicais e pediu pra se sentar no meio, e eu acabei parando no canto da mesa, colada na parede. Não podia reclamar, pois a vista estava muito melhor naquele ângulo. (Mas só depois eu soube que aquele não era o melhor lugar). Conversa vai, conversa vem, os olhares só aumentavam e alguns sorrisos até se esboçavam.

Isso continuou até um momento em que o povo todo foi dançar e jogar sinuca, sobrando só minha amiga e eu na mesa. Eu não aguentava mais cerveja, nem ela, então fui buscar um refrigerante pra gente no bar. Neste momento, eu pude ver ele vindo em minha direção. O coração disparou pensando no que estava pra acontecer. Os refrigerantes já estavam vindo com o garçom e ele chegando. A expectativa aumentava. Estava tudo em câmera lenta, até a hora que a garçonete se meteu na frente dele perguntando o que ele desejava. Meu Deus!!! Nessa hora eu só pensava "Sai daí sua louca!"

Peguei os refrigerantes e vi ele passar por trás de mim com o casal. Na hora imaginei que eles estariam indo embora. Voltei pra mesa desanimada. Tomamos um gole do refrigerante e sugeri a minha amiga de irmos embora. Mas antes ela queria ir se despedir da amiga dela, que estava com aquele monte de gente. Nos despedimos de um grupo que estava numa mesa de sinuca e depois fomos procurar a menina na pista de dança. Eu sinceramente, nem lembrava direito da cara da pessoa, mas tinha uma vaga lembrança da roupa. Para otimizar a busca, nos separamos. E no meio daquelas pessoas, quem é que eu avisto próximo ao palco? Sim!! Ele mesmo! Confesso que fiquei feliz em saber que ele ainda estava la. Mas eu já estava indo embora e não acreditava muito se tinha restado algum clima daquela troca de olhares.

Estava procurando a tal menina e já tinha perdido minha amiga de vista. Mas sempre olhava para aquele ponto perto do palco. E ele continuava olhando. Até que em uma de minhas espiadas nada discretas, ele acenou pra mim, rs. Sim, ele acenou. Foi tão inusitado que saiu um sorriso enorme no meu rosto. Muralhas abaixo!

Nos aproximamos e o primeiro contato foi bem comum: "Aposto que você encontrou o que estava procurando!". kkkkkk juro que é verdade! E minha resposta foi..."uma delas"

 "qual o seu nome?" o que funcionou muito bem, até a segunda pergunta dele "o que você faz?"

- Eu trabalho e você? (lógico que ia perguntar de volta)

Ai é que complicou... a resposta dele? "Eu não faço nada, mas sou muito bom nisso" (à la Meu nome não é Johnny). Foi inevitável não dar um passo pra trás e pensar "outro doido". Mas ai ele me puxou de volta (sim, eu já tava longe rs) e explicou que estava desempregado. Ufa! Menos mal!

Durante a conversa ele falou que havia morado na Alemanha, que morava no Rio e que estava passando uns dias em Brasília visitando o pai. Uma pontinha de tristeza bateu em mim, morava no Rio, isso ficou na minha cabeça como um alarme de incêndio, dizendo "não se envolva, não se envolva!". Mas isso era loucura!! Nós nem havíamos nos beijado e eu já estava pensando nisso? Loucura!

Mas ai nos beijamos e na hora pensei "puta merda, to fudida!" Eu estava muito enrascada: o cara era bonito, cheiroso, simpático e beijava muito bem. E isso eram só as primeiras qualidades.

Minha amiga, ja na porta de saida, me viu e na hora fiz um gesto "depois te conto".

No dia seguinte, lógico que acordei com ele na cabeça. Segui minha rotina determinada a largar mão de homem...até a hora que ele me ligou. Nem acreditava! Iniciava assim, uma semana sensacional juntos. Antes dele ir embora.

Depois disso, também viajei. Fui a Cabo Frio com uma amiga. Cada dia que passava a saudade aumentava e contava os dias pra ir para o Rio de Janeiro passar mais uma semana com ele.

Era um sorriso bobo no rosto, impossível de disfarçar. Matamos a saudade um do outro numa semana maravilhosa! Estar junto era muito bom, mas logo eu voltaria para Brasília. 
Foi debaixo do chuveiro que ele me pediu em namoro e disse que iria para Brasília.

Desde então estamos juntos, um apoiando o outro, superando os obstáculos, vivendo momentos maravilhosos, conhecendo lugares lindos porque além de lindo, cheiroso e com um beijo maravilhoso, ele é o meu amigo, companheiro, parceiro, amante, com um coração enorme e uma pessoa muito amorosa.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A leveza de um ser sem dúvidas

Como bem diz minha grande amiga Ellen: "do alto dos meus 27 anos (rs)...uma satisfação dada é meia resposta dada". E ela tem toda razão!

Após uma conversa breve, algumas coisas se definiram. E acho importante frisar que mesmo que a resposta seja um NÃO, isso não significa que seja uma resposta ruim. Antes saber que a pessoa que você se interessou não se interessa por você, do que construir um castelo de açúcar com fantasias e ilusões com esta pessoa.

Pois é, para quem leu a última postagem, o capítulo seguinte foi a conversa em que foram colocados os pontos nos is. Sem raiva, sem mágoa. Recebi até elogios da minha terapeuta, que disse que eu estava completamente mudada. A conversa foi franca, aberta, sem ressentimentos e definitiva. Eu consegui vencer meu medo de sentir algo novamente, mas cada um tem seu tempo para enfrentar os dragões que vivem dentro de nós mesmos.

E acredito não ser só coincidência, mas após esta conversa minha vida social deu um upgrade muito bacana, além de estar me sentindo mais leve e feliz. Estou mais à vontade, mais tranquila. Aquela ansiedade toda que a dúvida estava me causando foi embora. O sorriso agora não é mais acessório, é item obrigatório!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Me perdoe se eu te amo

Passamos por tantas coisas ao longo da vida, tantas situações complicadas e delicadas que nos fazem sentir uma certa desesperança com a vida, mas acredito que não há nada mais triste do que o processo de destruição do ser. Mas antes de chegar nesta etapa, várias outras tiveram que acontecer. Nada melhor que começar do início, certo?

Não acreditava que um dia meu coração fosse bater tão acelerado por uma pessoa como bateu recentemente. Desde que o vi eu já sentia algo bom por ele e com o tempo a admiração cresceu, a vontade de vê-lo bem também. Mas sempre numa relação de coleguismo.

Até que um dia, algo aconteceu e ficamos juntos. Ambos gostaram e afirmo isso, pois nos encontramos de novo depois. Havia troca de olhares e sorrisos, mensagens de saudade e carinho. Os olhos brilhavam (pelo menos os meus) e a vontade de estar junto aumentava (pelo menos a minha, novamente).

O sentimento cresceu dentro de mim como um vulcão em erupção. Mas assim como o sentimento cresceu, o medo crescia na mesma proporção e de forma aterrorizante. Recebi o apoio de pessoas queridas para perder este medo e viver este amor/paixão ou qualquer sentimento que fosse. Me declarei, expus o que eu estava sentindo.

O resultado: o oposto do que eu esperava. Não tive uma resposta nem em palavras nem em atitudes. A partir daí surgiu a confusão. No primeiro momento houve um afastamento, depois uma reaproximação tímida até culminar num convite que, 10 minutos depois foi desfeito. Depois disso, silêncio total. Dias depois, uma suposta nova pessoa surgiu e foi possível observar que existiam palavras de carinho com esta pessoa.

Algumas pessoas me disseram para ir com calma, pois ele se assustou com a minha atitude de assumir meu sentimento. Mas às vezes acho que caminhar acreditando nisso é como colocar o pano quente da ilusão no meu coração. Ouvi opiniões opostas, dizendo para eu esquecer esta pessoa. O fato é que realmente gosto muito desta pessoa e queria que ela tivesse a coragem (vamos por assim) para dizer sim ou não para mim, pois até determinado momento permiti que ele brincasse com meu sentimento.

Hoje, portanto, entrei no processo de destruição deste ser, desta ilusão. É claro que tem coisa mais difícil que isso, mas não significa que sufocar um sentimento seja fácil. E a palavra é exatamente esta: sufocar. As palavras de carinho, os sorrisos, a euforia ao estar próxima dele, o suor nas mãos e as carícias deverão ser sufocados por enquanto.

Seguindo ou não os conselhos, isso não importa. O que estou seguindo é o meu coração. E o que antes era agradável e prazeroso, tornou-se angustiante e doloroso. Estou me colocando em primeiro lugar novamente, cuidando de mim. Se a história não vai ter futuro, não importa. O que importa é que não me arrependo de nada, pois tudo que fiz tornou possível sentir algo maravilhoso que há muito tempo não sentia. Sou grata por isso.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Feriadão não é sinônimo de diversão

Juro que desejei do fundo do meu coração não trabalhar neste feriado de Tiradentes e Páscoa. Até semana passada esta possibilidade estava bem próxima de acontecer, mas as coisas mudaram e ganhei 4 dias de folga.

Mas hoje, o tédio bateu forte e estou quase achando que ter trabalhado ontem e nesta sexta teriam sido uma boa coisa a acontecer. Esta vida é muito estranha, sabe. Enquanto trabalhamos desejamos ter mais tempo livre e, no meu caso, quando eu tenho este tempo, parece que não sei aproveitá-lo. E isso me aborrece, porque sigo frustrada.

Estou muito contraditória ultimamente. Me sinto só, mas não quero um relacionamento, mas às vezes quero, mas ponho vários "poréns" na história. Quero tempo livre, mas não o aproveito quando o tenho. Quero passar o dia fora, mas algo me impede e me faz ficar em casa, em família. Às vezes me sinto no controle da situação e quero continuar assim, mas tem horas que quero ser frágil, quero receber cuidados. Às vezes estou pra Linkin Park, e outras pra Yann Tiersen. Às vezes sou lembrada, outras esquecida; cheia de amigos, outras sozinha. Da euforia à depressão mais uma vez.

Estou cansada disso, dessas contradições; de saber que tem pessoas em pior situação que a minha; de me sentir estática perante a vida; de tentar seguir o caminho correto o tempo todo; de não me sentir VIVA.

terça-feira, 29 de março de 2011

Seguindo e não seguindo os conselhos

Apenas Signos Apenas Signos ✔
: Não é uma semana muito boa para o amor. Se apegue naquelas músicas depressivas e bola pra frente.
 
Meu dia hoje começou com esta mensagem do twitter sobre o meu signo. Neste momento, estou seguindo o conselho: estou ouvindo músicas depressivas e tentando levar a vida.
 
Estou cansada da novela mexicana que está sendo minha vida na área dos relacionamentos amorosos. Entre falta de carinho, desatenção, beijos, esforços a parte, cinema e furos, o saldo não está muito positivo. Quando a gente gosta, a pessoa não quer um relacionamento, então partimos para outra.
 
Ainda estou colocando os pesos na balança, ainda não sei qual vai ser o resultado.